1. Recebimento e conferência dos materiais
Tudo começa com o recebimento da carga. Os materiais devem chegar devidamente embalados, identificados e em perfeitas condições físicas.
Nessa etapa, são conferidos dados como:
- Tipo de material
- Quantidade
- Lote de fabricação
- Condição da embalagem
- Responsável pelo envio
Essas informações alimentam o controle de rastreabilidade, que acompanha o material até o final do processo.
2. Pré-condicionamento
Antes da exposição ao ETO, os materiais passam por uma fase de pré-condicionamento, onde são ajustados em temperatura e umidade relativa do ar.
Isso prepara o produto para receber o agente esterilizante de forma eficiente, aumentando a penetração do gás e sua ação sobre possíveis microrganismos.
3. Exposição ao gás óxido de etileno
Essa é a etapa principal. Os materiais são colocados em uma câmara hermeticamente selada, onde o ETO é introduzido sob condições controladas.
São monitorados:
- Temperatura
- Pressão
- Umidade relativa
- Tempo de exposição
- Concentração do gás
Esses parâmetros variam de acordo com o tipo de material e devem estar dentro de uma faixa validada, conforme normas como a ISO 11135.
4. Aeração
Após a esterilização, os materiais passam por um processo chamado aeração, em ambiente ventilado e controlado.
Essa etapa é essencial para:
- Remover resíduos do gás ETO
- Garantir que o material esteja seguro para uso
- Atender exigências de segurança ocupacional e sanitária
A duração da aeração varia conforme o tipo de material, a embalagem e a recomendação técnica do processo.
5. Liberação técnica e rastreabilidade
Finalizado o ciclo, os dados do processo são avaliados por um responsável técnico. Só então os materiais são liberados com:
- Relatório de conformidade
- Registro de todos os parâmetros do processo
- Identificação do lote esterilizado
Esses dados asseguram que a esterilização foi eficaz, segura e está em conformidade com os padrões exigidos pela Anvisa e normas internacionais.